Comecei a usar esses papéis nas encadernações em 2010 e sua beleza e colorido me encantou de tal forma que resolvi fazer uma pesquisa sobre sua origem e preparação. Foi então que pesquisando na net cheguei ao site da Aliança Cultural Brasil-Japão e descobri um livro escrito pelo Sr. Koichi Matsuda sobre a história do papel Washi e é um resumo dela que quero contar aqui.
A história do Sr. Matsuda
O Sr. Matsuda emigrou para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial e nunca tinha se envolvido antes com o papel washi, apesar de que a cidade onde morava no Japão, chamada Tosa, Província de Kochi, ser considerada uma das principais produtoras desse papel.
Já estava trabalhando na Cooperativa Agrícola de Cotia, quando o então Governador Mizobuchi visitou a cidade por abrigar até hoje um grande número de imigrantes japoneses de Tosa. O Governador vinha de uma família de grandes produtores de papel e seu grande sonho era montar uma indústria de washi no Brasil e desenvolvê-la com a comunidade nipo-brasileira. Foi então firmado um convênio e criada a Companhia de Papel Cotia-Kochi.
O papel washi é feito das fibras de dois vegetais: o kozo e mitsumata que são encontrados com facilidade nas matas de Tosa, mas não existem no Brasil. Havia necessidade de desenvolver testes para viabilizar o cultivo desses vegetais aqui e foi aí que Sr. Matsuda começou a se envolver com o washi.
Os especialistas japoneses afirmavam que seria improvável o cultivo do mitsumata em São Paulo, por causa da temperatura muito alta, diferente das condições climáticas da Província de Kochi. Já o kozo era adaptável ao nosso clima. Foram realizados milhares de testes e só depois de quinze anos ficou provado o cultivo desses vegetais no Brasil.
A companhia de Papel Cotia-Kochi iniciou suas atividades produzindo papel higiênico, sem nenhuma relação com o washi. A má administração dos nipo-brasileiros levou-a ao fracasso, mas o cultivo dos vegetais foi um sucesso.
No Brasil não existe a indústria do papel artesanal e a bibliografia sobre esse assunto é muito escassa. Por esse motivo criou-se certa confusão e certas pessoas utilizam o termo washi como sinônimo de papel feito à mão. Por isso o Sr. Matsuda escreveu o livro “Washi – O Papel Artesanal Japonês”, para esclarecer as dúvidas e contar a história desse papel e sua produção.
No próximo post vamos falar sobre a invenção do papel e sua difusão pelo mundo.
Até breve.
Olá…ano passado comprei minha agenda com vocês, pelo elo7…….queria saber quais os tecidos que vcs tem para fazer meu pedido….
gostei de um tecido: njm 6644…..Tem como fazer uma agenda semanal com este tecido?
Aguardo seu retorno. Grata. Patricia.
Olá Patricia, tudo bem?
Respondi sua mensagem por email, ok?
Abraços
Renata